Quais as condições para contratar empréstimo consignado?


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Com a digitalização do mercado, o surgimento das fintechs e o advento da gestão 4.0, está ocorrendo uma revolução no mercado financeiro e, em muitos pontos, elas são benéficas ao trabalhador. O empréstimo consignado pode ser uma das vantagens dessa evolução.

Entre as principais estão as fortes quedas das taxas de juros para o crédito consignado, que é um empréstimo com pagamento indireto, cujas parcelas são deduzidas diretamente da folha de pagamento ou benefício da pessoa física.

Veja logo abaixo a diferença entre as taxas e qual a melhor opção para sua necessidade.

No segmento corporativo que oferta as taxas mais agressivas, pelo menos há dois anos as taxas de juros variam entre 4% a 5% no crédito consignado e atualmente temos taxas de 0,99%. Ou seja, um funcionário que consumia o crédito entre 4% e 5%, atualmente obtém uma taxa de 0,99%.

Essa modalidade de crédito possibilita que o colaborador da empresa consiga uma dívida mais saudável e mais fácil de ser efetuado o pagamento.

Em comparação à modalidade CDC direto são 7% de taxa de juros e uma dívida sem garantia de recebimento. No crédito consignado quem dá a garantia é o próprio emprego. 

Em algumas instituições bancárias as taxas podem variar de 8% a 13%. Habitualmente são aquelas taxas de quem empresta para negativado, com maior chance de inadimplência.

O colaborador faz a associação das altas taxas cobradas no mercado a uma remuneração ruim, o que nem sempre é real.

Uma vez que ele consiga consumir o mesmo empréstimo com uma taxa de 0,99%, acarreta em uma economia de pelo menos 35%.

Como funciona o crédito consignado?

A cobrança das parcelas do empréstimo consignado não é feita por desconto em conta corrente ou através de um boleto bancário, como em outros tipos de empréstimo.

O desconto é realizado diretamente do benefício INSS de aposentados e pensionistas, ou do salário de funcionários públicos ou privados.

Veja a documentação necessária para contratar: 

  • RG;
  • CPF;
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Comprovante de renda mais recente.

O valor disponível para contratação no crédito consignado deve estar dentro do valor máximo do salário que pode ser comprometido para pagamento das mensalidades.

Por: Jheniffer Freitas | Fonte: FDR

Lei aumenta a margem de crédito consignado para 40%

Ampliação da margem do crédito consignado está vinculada aos impactos da pandemia Covid-19 na economia

Foto: asierromero/Freepik

O Diário Oficial da União publicou na manhã desta quarta-feira, 31, a Lei nº 14.131/2021 que amplia de 35% para 40% a margem de empréstimo consignado para segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), servidores públicos e militares.

Dos 40% da margem, 5% devem ser destinados para saque ou pagamento da fatura do cartão de crédito. O prazo limite para as novas contratações, que tinha acabado em 31 de dezembro de 2020, passará a ser 31 de dezembro de 2021.

Em nota, o Ministério da Economia afirmou que a urgência da aprovação da medida está vinculada aos impactos da pandemia Covid-19 na economia.

O objetivo da medida era possibilitar que beneficiários do INSS tivessem maior acesso à modalidade de crédito consignado, que possui juros reais menores quando comparado a outras linhas de crédito disponíveis às pessoas físicas.

De acordo com a pasta, a medida foi proposta considerando estatísticas do Banco Central do Brasil relativas a julho de 2020, que mostravam que a taxa média de juros do crédito consignado para beneficiários do INSS foi de 1,6% ao mês, e para o crédito pessoal sem consignação foi de 5,1% ao mês.

"Soma-se a este fato que, ao longo da pandemia da Covid-19, a concessão de crédito consignado aos beneficiários do INSS apresentou crescimento de 27,6% em julho de 2020 (R$ 8,5 bilhões) em relação a janeiro do mesmo ano", diz a nota.

Recurso extra

Com a medida, o INAF (Instituto Nacional do Agente Financeiro) projeta que sejam injetados na economia, até o final do ano, cerca de R$ 100 bilhões.

Uma pesquisa realizada pelo instituto mostra que os aposentados devem utilizar o recurso extra para pagar contas essenciais, quitar dívidas, comprar alimentos e remédios, além de ajudar familiares que perderam o emprego na crise.

Para Yasmin Melo, presidente do INAF, muitas pessoas que têm dívidas com juros altos poderão trocá-las pelo consignado, que têm taxas menores. 

“Há um grande número de trabalhadores endividados e sem acesso a crédito barato por conta dos reflexos da pandemia, como o desemprego. O aumento da margem vai ajudar diversos setores a movimentar a economia”, avalia Yasmin.

Por: Danielle Nader | Fonte: Contábeis

Recorde: volume do crédito consignado supera R$ 440 bilhões

Com recorde de 14% a mais que o ano anterior, o volume do crédito consignado tem o valor mais alto já registrado na sua modalidade de empréstimo

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O volume do crédito consignado surpreende ao bater o recorde de janeiro de 2020, mesmo no ano da pandemia. Conforme os dados recolhidos pelo do Banco Central, a demanda por crédito consignado subiu 14%, com R$ 442,8 bilhões de empréstimos contratados, quando em 2020 foram feitos R$ 388,6 bilhões.

Esta forma de empréstimo é oferecida para quem tem salário, aposentadoria ou pensão que já são creditados em conta corrente. O que acontece é que o empréstimo consignado é descontado diretamente da folha de pagamento ou da folha da aposentadoria do cliente, sendo um dos pré-requisitos.

Quais são as taxas do crédito consignado?

As taxas do empréstimo variam conforme o perfil do cliente. Dessa forma, são:

  • De 1,51% a 1,73% para aposentados;
  • 1,28% a 1,65% para funcionário público;
  • 1,45% a 2,40% por para funcionário do setor privado.

Entretanto, no dia 10/03, o Senado aprovou a proposta de aumento de 35% para 40% na margem de crédito consignado para os beneficiados pelo INSS, assim como servidores públicos, militares e servidores privados. Com isso, a margem de empréstimo que compromete parte do salário teve aumento de 5%. 

Fonte: Seu Crédito Digital

Direito do consumidor: em foco no mês de março


Foto: justynafaliszek/Pixabay

Direitos do Consumidor no Brasil

No Brasil, os direitos do consumidor estão protegidos através da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que entrou em vigor apenas em 11 de março do ano seguinte (1991).

Com o Código do Direito do Consumidor foi criado o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), que está presente em todos os municípios e estados brasileiros. O principal objetivo do PROCON é servir como mediador entre os consumidores e fornecedores de produtos e serviços, em caso de conflitos.

Todo o consumidor que necessita de auxílio sobre os seus direitos deve procurar o PROCON da sua cidade.

Por que o destaque no mês de março?

Eleito pelo mercado em geral como o mês do consumidor, março destaca a importância das relações comerciais e foca no consumidor como um agente vital na evolução da economia. O período é marcado por inúmeras promoções e ações de marketing nas mais diversas áreas. Essa atribuição, dada ao mês de março, deve-se a uma data em especial: o dia 15 de março, segunda-feira passada, como veremos a seguir.

Dia Mundial do Consumidor

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado anualmente em 15 de março e foi criado para proteger e lembrar sempre dos direitos do consumidor, não apenas entre as pessoas que consomem, mas que também as empresas e lojas lembrem do compromisso de respeitar todas as leis que protegem os seus consumidores.

Como consumidor se considera todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por empresas ou pessoas que exerçam com caráter profissional uma atividade econômica que vise a obtenção de benefícios.

Origem do Dia Mundial do Consumidor

O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor foi instituído pela primeira vez no ano de 1962, pelo presidente dos Estados Unidos John Kennedy, como uma forma de dar proteção aos interesses dos consumidores americanos.

O presidente norte-americano ofereceu quatro direitos fundamentais aos consumidores:

  1. Direito à segurança
  2. Direito à informação
  3. Direito à escolha
  4. Direito a ser ouvido

Depois de 23 anos da ação de Kennedy, em 1985, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou o dia 15 de março como o Dia Mundial do Consumidor, tendo como base as Diretrizes das Nações Unidas, dando legitimidade e reconhecimento internacional para a data criada por Kennedy.

Fonte: Calendarr

Senado aprova MP que amplia margem de consignado para aposentados/pensionistas do INSS

Margem de empréstimo consignado foi acrescida de 5%

Foto: pressfoto/Freepik

O Senado aprovou na quarta-feira, dia 10 de março, a Medida Provisória (MP) 1006/20, que amplia a margem de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Essa ampliação passa de 35% para 40% do valor do benefício e deverá vigorar até 31 de dezembro de 2021.

Dos 40% citados na MP, 5% são destinados exclusivamente para amortização de despesas contraídas por meio de cartão de crédito ou utilização com finalidade de saque por meio do cartão de crédito. A MP perderia a validade amanhã (11) caso não tivesse sido votada. Agora, segue para sanção presidencial.

A MP veda novas contratações com o percentual de 40% a partir de 1º de janeiro de 2022. No entanto, ficam mantidos esses percentuais de desconto para as operações já contratadas. O relator da MP no Senado, Plínio Valério (PSDB-AM), entendeu que comprometer 40% da renda seja excessivo, mas destacou que muitos desses aposentados e pensionistas são provedores em suas casas e que podem correr risco de “não ter necessidades básicas atendidas” caso não haja a ampliação prevista no texto.

“Quando as pessoas que podem tomar empréstimos usando aquela via, de custo relativamente baixo, muitas vezes são provedores de bens essenciais para famílias inteiras e quando essas famílias correm risco de não ter necessidades básicas atendidas, não se pode descartar a via dos empréstimos consignados como uma alternativa a ser considerada”, disse Valério em seu parecer.

Por: Marcelo Brandão (Repórter) | Edição: Fernando Fraga | Fonte: Agência Brasil - Brasília

Conheça as vantagens do cartão de crédito consignado

Alternativa tem taxas e encargos menores, mas deve ser usada com prudência para evitar descontrole nas finanças

Foto: divulgação/Febraban

Funcionários públicos, aposentados e pensionistas do INSS podem ter acesso ao cartão de crédito consignado, uma ferramenta que tem funcionamento semelhante ao do cartão de crédito comum.

O cartão consignado oferece taxas de juros bem menores do que o cartão de crédito. Entretanto, mesmo que com valores inferiores, também há encargos a se pagar.

Uma das principais características desse produto é que, ao utilizar o limite do seu cartão de crédito consignado (em compras ou saques), você passará a ter mensalmente descontado em seu contra-cheque o valor mínimo previsto pelo seu convênio. O valor restante (a diferença entre o mínimo e o total da fatura) poderá ser pago através de sua fatura mensal, o que recomendamos que você faça, para que não venha a utilizar crédito rotativo, pelo qual pagará juros e impostos.

E mais: cartão de crédito consignado, assim como os demais cartões, permite a realização de saques.

Vantagens

Sem anuidade - Não há cobrança da taxa de administração, apenas o encargo único para a emissão do cartão.

Taxas de juros menores - Os usuários de cartões consignados se beneficiam desta modalidade de crédito, que têm taxas de juros menores em relação a outras linhas de crédito. Na hora de contratar um crédito, não se esqueça de pesquisar o custo efetivo total de cada opção: some todas as taxas e encargos de cada alternativa para escolher a melhor.

Por: Febraban | Fonte: G1

Quitar contas e reformar a casa são principais motivos para se tomar consignado privado

 De acordo com levantamento da fintech de crédito Grupo H, houve aumento de 115% na busca de crédito para limpar o nome

Ilustração: Peggy & Marco Lachmann-Anke/Pixabay

A pandemia trouxe várias lições e uma delas foi a importância de ter o nome limpo para acessar crédito mais barato num momento de necessidade. Claro, o recomendado mesmo é não precisar de empréstimo e poder contar com uma reserva financeira para emergências. Mas o brasileiro ainda está no começo da jornada da educação financeira, e apenas uma minoria tem hoje dinheiro guardado.

Segundo levantamento do Grupo H, empresa que oferece consignados para trabalhadores do setor privado, houve aumento na busca por crédito para "limpar o nome na praça". A empresa aceita negativados, que consistem em 56% dos seus clientes, com média de três pendências por CPF. De acordo com o time de dados da empresa, as principais razões para tomar crédito consignado são:

  • Quitação de contas (67%);
  • Reforma (15%);
  • Aquisição de produtos (5%);
  • Outros (investimento, estudos, intercambio, viagens): 4% .

A empresa informa que, entre seus clientes, o número de endividados com nome sujo cresceu 10% em 2020 em relação a 2019.

Na comparação de janeiro a novembro de 2019 para igual período de 2020, houve aumento de 115% da busca por crédito para regularização de nome, e de 24% para quitação de contas. Por outro lado, o empréstimo para aquisição de produtos caiu 34% no período.

"Com a pandemia, as pessoas começaram a ficar inseguras com emprego. Antes bastava ter uma carteira assinada. Tivemos um aumento grande das pessoas procurando empréstimo não para consumo, mas para pagar dívidas. Antes era tranquilo para quem tinha emprego, mesmo com nome sujo. Hoje, como há instabilidade, os bancos limitaram as linhas de crédito e isso trouxe uma necessidade de as pessoas terem um escore muito bom e o nome limpo traz total diferença na hora da análise dos bancos", diz Fernando Ferraz, que é fundador e presidente do Grupo H.

Por: Isabel Filgueiras | Fonte: Valor Investe